Porque Contratar uma Consultoria para sua Propriedade Rural

Porque Contratar uma Consultoria para sua Propriedade Rural

Porque Contratar uma Consultoria para sua Propriedade Rural

A decisão de investir em um serviço de consultoria tem motivações diversas, mas no geral se busca agregar conhecimento e suporte externo a operação em sua totalidade ou com um foco especifico. Muitas vezes um problema que persiste e não consegue ser solucionado pelos meios tradicionais pode motivar esta contratação, ou pela necessidade de um ponto de vista que seja imparcial e menos tendencioso ou mesmo pelo reconhecimento da real necessidade de se utilizar uma consultoria técnica, financeira ou mesmo estratégica para alavancar o negócio. 

O campo ainda possui uma grande dificuldade de entender quando e qual o tipo de consultoria se faz mais adequada para cada necessidade e as particularidades e atribuições que compõem cada uma das consultorias ofertadas. A mais comum é a consultoria técnica de campo, muitas vezes vinculada as empresas de insumos para pecuária e agricultura que disponibilizam seus técnicos para auxiliar o produtor na utilização de seus produtos ou até mesmo extrapolando para outras áreas do negócio. Aqui não iremos definir essas diferentes consultorias e o que as caracterizam, queremos apenas demostrar que as mesmas existem e tem aplicações distintas, desta forma contratar uma consultoria equivocada trará resultados insatisfatórios e julgamentos imprecisos.

O Segundo erro, e este pode simplesmente decretar o fracasso de qualquer consultoria, é a não disposição dos líderes a mudanças e questionamentos sobre determinadas praticas, rotinas, modelos de negócio, hierarquias ou outros assuntos que sejam “blindados”. Um bom consultor saberá valorizar e respeitar a história e a expertise de cada líder, mas precisará ter a liberdade e apoio necessário para propor novos caminhos.

A verdade é que o consultor não está ali para concordar necessariamente com o proprietário, e isso não é uma afronta, na verdade isso é o que se esperar ao se contratar uma consultoria, e é muito importante que isso seja bem esclarecido. O comportamento de justificativa, negação, personificação do negócio simplesmente criam uma barreira e até um embate que paralisa todo o processo.

O que acontece é que somos condicionados a agir desta forma, veja bem,  quando compramos ou pagamos por algo, geralmente pagamos para alguém ou algo nos servir, se pensarmos que quando vamos a um restaurante trocamos nosso dinheiro pelo serviço, ambiente e pelo alimento consumido e queremos ter o que pedimos, quando compramos um carro trocamos nosso dinheiro pelo produto que escolhemos por uma razão ou outra e assim somos condicionados a interpretar que quando estamos pagando não devemos ser questionados e sim atendidos. Porém quando contratamos uma consultoria temos que entender que não estamos pagando para alguém referenciar as suas convicções e sim para questionar as mesmas e isso causa dor, desconforto angustia em um primeiro momento e até raiva, porém é muito provável que a transformação e resultado advindo desse processo supere significativamente o esforço pelo processo, então sim meu caro leitor, você pagará para ser atendido sim, mas não na forma, momento e condições estabelecidas apenas por você. Até porque senão a consultoria seria o melhor emprego do mundo, pois receberíamos para concordar e massagear o ego de pessoas incapazes de ver além de sua própria limitação.

Para exemplificar melhor, ao se contratar uma consultoria o contratante deve ter o comportamento e se colocar na posição de um paciente que busca um psicólogo por exemplo, ou seja, vamos pagar para entender o que não está ocorrendo tão bem e causando algum desconforto, as causas deste problema, os comportamentos que devem ser mudados e quais hábitos devem ser implementados nas pessoas e na empresa.

Quando falamos de propriedade rural, além do suporte despendido pelo proprietário(a), líder, gestor é essencial que a equipe também entenda como uma oportunidade de aprendizagem e soma de forças e não como uma concorrência, ou mais pessoas para mandar e controlar o seu serviço. Isso é realizado com treinamento, inserção de todos no processo demostrando a importância de cada peça dessa engrenagem e dos benefícios que todos terão no dia a dia de seu trabalho. A consultoria está ali para ajudar, esse deve ser o sentimento vigente.

Outro erro é considerar a contratação de um consultor apenas quando as coisas vão muito mal, pois neste caso, pode ser tarde demais. Assim como consideramos a compra de uma máquina nova, mesmo com a atual ainda em operação, devemos da mesma forma considerar a contratação de um consultor(a) como um possível amplificador de nossos ganhos e direcionador de novos caminhos e não como um bote salva vidas.

Considere a contratação de uma consultoria, este pode ser um excelente investimento para sua propriedade rural. Sempre verificando logicamente a idoneidade, capacidade técnica, metodologia e cronograma de trabalho propostos preferencialmente com check points claros e ferramentas de mensuração dos resultados obtidos.

Autor: Túlio Lelis – Fundador Blue Farm

© Copyright 2019 - Bluefarm

Administrar – A arte da Antecipação

Administrar – A arte da Antecipação

Administrar – A arte da Antecipação

Administrar é uma arte, gerir pessoas, processos e recursos em prol de um objetivo maior não é uma coisa simples e nem é para todos, exige diversas habilidades e gatilhos internos de reconhecimento de prioridades e necessidades distintas a serem atendidas para o alcance de um resultado positivo. No segmento agropecuário essa capacidade de organização e percepção dos possíveis pontos de perdas, seja ela financeira, produtiva ou organizacional é digna de reconhecimento e louvor.

Agora mais que uma arte, porque administrar é a arte da antecipação?

O grande administrador(a) possui antes de tudo uma grande capacidade de visualização detalhada do produto ou serviço final a ser concebido de forma clara em sua mente, e mais do que isso, consegue realizar a fragmentação cronológica dos recursos prioritários a serem alcançados, ou seja, consegue visualizar as etapas corretas a serem entregues com os seus devidos recursos atuando sinergicamente. A antecipação a qual me refiro não se trata de premonição ou adivinhação, pelo contrario, se trata de estar um passo a frente do momento atual, de agir de forma a maximizar as potencialidades e suprimir os possíveis riscos, se trata de atuar no campo daquilo que é importante e não urgente, se trata de gerar processos inteligentes que evitem o retrabalho ou a perca de eficiência.

Um bom administrador consegue estruturar mentalmente para si todo este processo de visualização e ordenação, para o alcance de um objetivo final exitoso, já um excelente administrador(a) vai além, pois consegue compartilhar de forma organizada, didática e visual as etapas mais eficientes a serem percorridas com todos envolvidos, criando assim um conhecimento sistêmico do processo, este proposito comum geralmente é o “adubo” para a formação de equipes eficientes e motivadas, então motivação também é fruto de organização e estruturação

Com este entendimento em mente é natural a compreensão de que administrar vai muito além do que a mera condução ou gerenciamento de um processo, administrar esta intimamente relacionado com a estratégia do negócio, a partir do momento que necessita da visualização do conceito, da forma e do objetivo a ser atingido. Agora para que uma estratégia alcance efetivamente seu proposito de ser é fundamental uma execução plena, coordenada, que considere os riscos, que seja ágil e economicamente viável. Para que esta “formula” tenha sucesso, conhecimento e pessoas atuando onde e quando devem atuar, realizando o que sabem fazer de melhor também é primordial.

A gestão é a arte da antecipação, e pode ser estruturada desta forma

Antecipação =

      Visualização +

             Estratégia +

                   Pessoas +

                        Compartilhamento +

                                 Conhecimento +

                                               Ação

Os grandes administradores(as) conseguem realizar todos esses processos de forma intuitiva e automática,  tornando-se parte de sua personalidade, acreditem essa não é uma tarefa fácil e nem uma habilidade tão comum de se possuir ou aperfeiçoar, porém essencial a grandes lideres e empreendedores que precisam vencer os obstáculos de produção, mercado e fiscal, impostos a todos produtores e empresas do segmento agropecuário.

Autor: Túlio Lelis – Fundador Blue Farm

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Os Especialistas de Resposta Rápida

Os Especialistas de Resposta Rápida

Os Especialistas de Resposta Rápida

Será que ter a resposta na ponta da Língua, realmente é sinal de amplo conhecimento dos números do seu negócio rural ou na verdade pode esconder grandes falhas e dissonância com a realidade.

Os indicadores e variáveis presentes em qualquer empreendimento rural são diversos, e vão desde indicadores produtivos, financeiros, estoque, custo de produção entre outros. Esses indicadores devem representar da forma mais fidedigna possível a realidade do seu negócio, o que necessita de um considerável trabalho na coleta, organização e análise por pessoas qualificadas a este fim, porém é muito comum escutamos de produtores e técnicos respostas muito diretas e rápidas quando confrontados com os números de seu negócio como: Ganho por Hectare, Taxa de Retorno sobre Investimento, Taxa de Concepção, Lotação, Cabeça Funcionário, Custo Hora/Maquina, será que essa resposta pronta realmente é fruto de um profundo conhecimento das informações, ou na verdade representa uma necessidade de parecer estar no controle, ou uma mera repetição de um número aceitável e difundido no meio ou ainda uma análise capenga e desfocada.

Particularmente confio muito mais em produtores e profissionais que levam mais tempo consultando sua base de dados e que realizam mais perguntas para chegar a uma resposta mais precisa, até porque o resultado da informação pretendida irá variar de acordo com o período e contexto compreendido, ou seja vai depender da pergunta que se quer responder.

Também é muito importante que se observe os índices não apenas pela média, pois a média não evidencia os melhores e piores resultados obtidos, que é exatamente onde deve-se concentrar os esforços, seja para a elevação ou evolução dos desvios negativos, entendendo quais são as variáveis responsáveis pela obtenção destes resultados e realizando os ajustes necessários para correção dos mesmos. Já os resultados acima da média ou aqueles muito acima possibilitam o estudo e aprendizado das condições favoráveis envolvidas, possibilitando a replicação destas, o que elevará a produtividade.

Não estamos falando que não existam produtores e consultores que realmente conheçam seus negócios nos mínimos detalhes, principalmente naqueles indicadores mais importantes, inclusive com uma analise de mercado detalhada e com comparativos “Benchmarks” de outros produtores. Esses profissionais existem e são verdadeiros especialista em suas atividades e temos que tê-los como referencia. Porém mesmos estes profissionais necessitam de uma base de dados e referencias que lhe guiem e mostrem a melhor rota de acordo com o cenário apresentado.

Podemos fazer algumas correlações neste sentido, um piloto de avião por melhor que seja utiliza as mais modernas ferramentas de controle para diminuir as chances de imprevistos e falhas humanas, um investidor de bolsa de valores por mais experiente também utiliza ferramentas, gráficos e dados em tempo real para sua tomada de decisão de compra ou venda, na verdade por isso eles são tão bons no que fazem. Percebemos que quanto maior o risco e investimento envolvido, melhores e mais precisos devem ser os indicadores.

Desta forma é importante que o gestor mude sua postura e deixe de se importar em parecer estar no controle e obtendo os resultados esperados de produtividade em sua região e se importe em realmente analisar seus indicadores, principalmente os financeiros, de uma forma realista e responsável, pensando na saúde, longevidade e competitividade de seu negócio.

Autor: Túlio Lelis – Fundador Blue Farm

© Copyright 2019 - Bluefarm

Planejamento da Atividade Agropecuária

Planejamento da Atividade Agropecuária: Como gerir o tempo para planejar?

Planejamento da Atividade Agropecuária: Como gerir o tempo para planejar?

As atividades do dia a dia no campo são notavelmente difíceis. Mesmo as pessoas que residem em zonas urbanas, e não possuem clareza de como os processos produtivos ocorrem, possuem a percepção de que produzir não é uma tarefa fácil. É muito comum a pergunta: “Quer que eu volte para roça?”. Eu costumo responder: “Estou vindo de lá”.

Produzir requer conhecimento, dedicação, coragem e comprometimento de todos os envolvidos. Só assim, é possível cumprir as rotinas da produção e ainda lidar com os imprevistos climáticos, a escassez de mão de obra qualificada, o mercado competitivo e globalizado, a logística ineficaz, a alta taxa de impostos e custos de armazenagem, entre outros. Para conseguir lidar com tudo isso em seu dia a dia, e ainda ter lucro em sua atividade, o produtor rural atual deve desenvolver um nível de organização e controle de seu negócio que não era imaginado há algumas décadas.

Não é raro escutarmos de produtores rurais que “O dia ficou pequeno” e que “Parece que o tempo está passando mais depressa que antigamente”. Não deixa de ser verdade que a percepção do tempo foi alterada, pois a quantidade de demandas e tarefas que pesam sobre a rotina do agronegócio moderno é muito maior e mais urgente do que se tinha no passado. O tempo restante para outras atividades, as pessoais, por exemplo, possivelmente ficam estranguladas.

O que pode ser feito, já que não podemos aumentar nosso dia ou desacelerar o tempo?

Sugerimos duas ações para sermos mais eficientes em nossas tomadas de decisões e administrarmos de forma mais produtiva nosso tempo:

  1. Analisar onde estamos focando nosso tempo no processo produtivo e, mais importante,
  2. Diagnosticar como estamos distribuindo este tempo entre os processos de: Planejamento, Controle, Coordenação e Operação.

A atividade agropecuária é uma atividade onde o processo de Operação ou Execução é muito evidenciado e valorizado. Sem a operacionalização não temos o leite sendo ordenhado da vaca, a ração colocada no cocho e tampouco a semente e o adubo na terra. A negligência dos demais processos, e o investimento insuficiente de esforço e tempo no planejamento e controle podem levar a perdas significantes de eficiência das operações e do agronegócio como um todo.

É preciso que todos os processos citados acima estejam presentes em seu agronegócio, isso é certo. Mais do que isso: a distribuição de tempo e atenção que devemos despender para cada um deles é diretamente relacionado ao momento e grau de maturidade que o seu negócio rural se encontra. Também deve estar associado ao momento do ciclo produtivo que se encontra, assim como existe a hora certa de plantar e colher, há também a hora certa de planejar e de executar.

Fazendo analogias

Vamos fazer uma analogia com uma modalidade esportiva, o Triátlon. Para quem não conhece este esporte, os atletas praticam em uma mesma prova as modalidades de natação, ciclismo e corrida. A prova pode demorar um dia todo para ser concluída.

O que acontece na rotina desses atletas é algo muito parecido com o que estamos tentando exemplificar no mundo do agronegócio: por aptidão, alguns atletas são melhores em uma ou outra modalidade. Então, como devemos proceder os treinamentos?

Primeiramente, identifica-se qual o desempenho do atleta em cada uma das atividades, seus pontos fortes e fracos. Em seguida, foca-se na potencialização daquelas habilidades em que tem-se maior aptidão e lhe diferenciarão. Por último, busca-se melhorar substancialmente as atividades de menor desempenho, para que a performance nelas fique mais próxima dos outros atletas.

Os treinamentos perderiam relevância caso o atleta não identificasse seus pontos fortes e fracos e direcionasse o seu treinamento apenas para uma ou outra modalidade. O resultado final, dependente da soma da proficiência em todas as modalidades, ficaria extremamente comprometido.

O mesmo principio pode ser aplicado a nossa atividade agrícola ou pecuária. Aqueles gestores que negligenciam ou que apresentam uma variância acentuada entre os processos mencionados (Planejamento, Controle, Coordenação e Operação) tendem a não alcançar o mesmo resultado obtido por aqueles que conseguem um desenvolvimento eficiente e mais uniforme, entre os processos.

Para complementar essa perspectiva e fornecer uma visão mais ampla sobre o melhor aproveitamento do tempo, que levará a uma gestão mais eficiente, é importante entender onde e como alocamos nosso tempo de trabalho.

Para isso proponho que seja aplicado uma ferramenta conhecida como Matriz de Covey, que possui este nome pois foi proposta pelo autor Stephen R. Covey.

Esta é uma ferramenta simples e eficaz que nos ajuda a perceber como estamos alocando nosso tempo. Basicamente, o modelo classifica todas as tarefas pelo:

  1. Grau de relevância, em importantes não importantes;
  2. Grau de prioridade no tempo, em urgente não urgente.

Desta forma temos a formação de quatro quadrantes, conforme a figura abaixo:

Urgente e Importante:

Quando identificamos que estamos alocando uma grande quantidade de nosso tempo no quadrante 01 significa que estamos sempre “apagando fogo”. Isto é, não conseguimos atuar de forma preventiva e estamos sempre ocupados com obrigações que necessitam nossa atenção e ações imediatas.

As mudanças de rotas ou análises de novos cenários não são mais uma opção quando estamos atuando neste quadrante. Logicamente, as tarefas urgentes e importantes sempre existirão e deverão ter uma máxima atenção e prioridade, mas não devem dominar a nossa rotina.

Importante e Não Urgente

Já o quadrante 02 é, possivelmente, o quadrante mais importante desta matriz, pois é onde temos a possibilidade de atuar em tarefas importantes que irão gerar resultados sólidos, com alto potencial transformador ao negócio. Entretanto, é comum encontrarmos negligência e desprezo da real importância destas tarefas, muitas vezes percebidas erroneamente, como perca de tempo.

Essas são as tarefas que devem ser priorizadas para uma alta performance produtiva de curto, médio e longo prazo. Há tempo suficiente para analisar as melhores decisões a serem tomadas para questões prioritárias.

Urgentes e Sem Importância

No Quadrante 03 da matriz de Covey encontramos aquelas tarefas que acabam sendo introduzidas a nossa rotina, mas que não deveriam estar presentes em nosso círculo de obrigações. Essas tarefas acabam sendo incorporadas indevidamente a nossa rotina, e isto se dá pois existe uma priorização equivocada da importância das tarefas.

O tempo gasto neste quadrante deve ser revisto e realocado para o quadrante 02.

Sem Importância e Não Urgente

Neste quadrante temos a absoluta perda de tempo e eficiência. Reflete tarefas que nada agregam na construção ou encaminhamento de algo produtivo. Pelo contrário, empresas e pessoas que estacionam e desprendem parte de seu tempo neste quadrante tendem a terem maiores conflitos internos e desentendimentos.

As tarefas de planejamento, estratégia, análise e treinamentos, por exemplo, estão todas no quadrante 02 e são estas que possuem um alto potencial de construir uma operação mais sólida e com poder de acelerar o crescimento.

O agronegócio brasileiro apresenta produtores que crescem sem terem, necessariamente, investido e construído uma boa base de planejamento, porém as empresas que crescem desta forma inevitavelmente apresentam dificuldades devido a:

  • Demasiada quantidade de tarefas e obrigações atribuídas ao gestor, com uma consequente limitação do crescimento ou um crescimento descontrolado pela incapacidade de transferência e delegação de atribuições que acabam “transbordando” e ficando limitadas a condição e capacidade do gestor.

Por outro lado:

  • Empresas que conseguem se expandir por vários estados ou países invariavelmente também tiveram que ser bem sucedidas nas operações de planejamento, controle, gerência e execução, assim como na alocação do seu tempo e esforços de forma inteligente.
  • A continuidade em uma organização rural que possui transparência e um compartilhamento de propósitos, informações, ideias e planejamento tende a ser muito menos “dolorosa” e eficaz.

– Por Túlio Lelis (Especialista Perfarm).

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Tomada de decisão: O seu agronegócio possui corpo e cérebro?

Tomada de decisão: O seu agronegócio possui corpo e cérebro?

Tomada de decisão: O seu agronegócio possui corpo e cérebro?

Os termos controle, gestão e tecnologia já são termos conhecidos aos empresários rurais, muitos já realizam acompanhamento técnico / produtivo e financeiro de sua atividade e já retiram informações relevantes quanto a eficiência, produtividade, centros de custos mais impactantes, o que é muito bom. Mas, como mensurar o quão importantes essas informações realmente são no contexto macro de nossa atividade rural?

Para que possamos ter a real dimensão do impacto e importância que tais informações podem exercer no agronegócio, sugiro um olhar sobre outros setores afastados do agronegócio, onde a magnitude e o poder multiplicador exercido pela inteligência, ou seja as informações relevantes, ficam evidenciados para todos.

Vamos pensar em um serviço de utilidade pública, a polícia. Todas as entidades de segurança pública ao redor do mundo possuem em sua estrutura, capital humano, carros, estrutura física e equipamentos. Algumas delas melhores equipadas do que outras. Mesmo assim, seria de se imaginar que a eficiência ao combate, prevenção e resolução dos vários casos que afetam a segurança não fosse tão discrepante entre as diferentes corporações do planeta e nem entre corporações policias de uma mesmo País. Mas, não é isso que ocorre, não é mesmo?

Claramente, existem vários fatores e forças atuando às margens deste contexto, os quais não são objeto do debate aqui proposto. Entretanto, ao avaliarmos onde o retorno sobre investimento empregado é melhor evidenciado, mais concreto e eficaz, com certeza o investimento em inteligência é o que primeiro aparece em destaque, em qualquer entidade policial.

Uma polícia sem inteligência é uma polícia fraca, ineficiente e ultrapassada, que não consegue agir de forma estruturada e consistente na prevenção, combate e resolução de casos, principalmente os mais complexos. A inteligência é o componente que dá suporte real e atua de forma a desestruturar os males de nossa sociedade. A principal agência de inteligência do governo norte americano – CIA (Central Intelligence Agency) supre exatamente esta lacuna na sociedade, e construiu a reputação que possui. Conseguimos, desta forma, ter uma clara ideia da importância que a inteligência bem estruturada de uma entidade de segurança pública representa a um País.

Quando pensamos em nossa produção agrícola ou pecuária, como um negócio altamente complexo e competitivo, não podemos colocar a inteligência em segundo plano ou tratá-la como um mero coadjuvante. Perdemos agilidade na tomada de decisão e apresentamos lentidão nas repostas dadas às adversidades do negócio quando a inteligência é deixada de lado. As decisões são tomadas de forma equivocada e erroneamente. A falta de perspectiva de médio e longo prazo impede a análise destacada de cada unidade produtiva, que levaria em consideração a lucratividade ao longo do tempo e a capacidade de agregação de valor ao produto vendido ao cliente.

É fundamental instituirmos um cérebro em nosso negócio rural, ou seja, um agente pensante capaz de analisar as várias áreas do negócio no curto e longo prazo. Note que não estamos falando de um grande escritório com um monte de computadores! Podemos ter um cérebro eficiente em nossas propriedade com apenas um computador. O computador é importante para o armazenamento e processamento de informações de forma rápida e eficiente. Mas, como acontece com o cérebro, ele precisa ser alimentado das informações que o cerca. Para isso, existem os sentidos como a visão, a audição, o tato, o olfato e o paladar.

O mais importante, e grande gargalo, na inteligência de um agronegócio é o comprometimento em alimentar estas informações e criar o hábito de tomar decisões referenciadas pelas mesmas. Não estamos falando do cérebro das pessoas envolvidas, mas sim de um centro de processamento de informações que abranja desde a ponta do processo produtivo até as movimentações financeiras mais internas.

Por mais primordial que a visão e atuação do empresário rural sejam para o sucesso do empreendimento, a dependência única no empresário para toda e qualquer ação ou iniciativa demonstra que o “cérebro” e a inteligência do negócio não estão bem estruturados e disseminados. O resultado é a retenção e centralização da tomada de decisões ao gestor, que muitas vezes não gera os melhores resultados.

Sugerimos que sua propriedade rural seja comandada e direcionada por um centro de inteligência, que atue alinhado e em conjunto com as metas e objetivos do gestor, mas que sua abrangência extrapole a visão única e exclusiva do mesmo. Quando voltamos a fazer uma analogia com o que acontece em nosso corpo, evidenciamos que os movimentos dos braços ou o piscar dos olhos, não são efetivamente comandados por quem os faz, como os membros ou os olhos propriamente ditos. Estes apenas obedecem a um ordem central do maestro principal de nosso corpo, que é o cérebro e toda a sua estrutura neurotransmissora. Imagina o que poderia ocorrer em nosso corpo se membros e músculos atuassem e fossem comandados de forma isolada e descoordenada. Muito possivelmente não sairíamos do lugar.

As perguntas que devemos fazer são:

Seu empreendimento rural é comandado por um centro de inteligência?
Seu negócio possui proporcionalmente mais corpo, mais tórax ou mais “cérebro”? (compare o corpo e ações tomadas por um ser humano em comparação a outros animais)

Qual o tamanho e capacidade deste “cérebro?

Por meio desta reflexão simplista e de ferramentas nada complexas de análises, podemos entender se o nosso agronegócio trabalha de forma ordenada e gerenciada, com objetivos e papéis bem definidos a cada uma de suas partes e departamentos, ou se trabalha de forma desordenada, empírica e intuitiva.

O que acha de começar a fortalecer a inteligência de seu negócio?!

– Por Túlio Lelis (Especialista BlueFarm)

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