Você sabe quanto a sua fazenda é eficiente se comparada com outras fazendas?

Você sabe quanto a sua fazenda é eficiente se comparada com outras fazendas?

produtor de leite tem tanta coisa para fazer e tanta decisão para tomar no dia a dia que não pode desviar sua atenção para coisas que não dizem respeito ao seu trabalho. Por isso, o Simulador do Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB) é algo que surpreende (e ajuda) o produtor: ele oferece um benchmarking instantâneo para o produtor saber o potencial de melhoria de produtividade e faturamento de sua fazenda em um piscar de olhos, literalmente.

E que tipo de informação esse simulador, que é inédito no Brasil (e talvez no mundo) oferece? E por que é tão útil ao produtor?

O Simulador IILB diz o quanto o produtor está atrás (ou na frente) de outras propriedades de sua região e do mesmo perfil de rebanho em termos de produção e faturamento. A comparação é feita com as fazendas do banco de dados do IILB, que mapeia de forma abrangente, e constantemente, mais de mil propriedades de todos os tamanhos e de todos os perfis de rebanho no país (o IILB é, de verdade, o mais detalhado e completo estudo de produtividade da pecuária de leite brasileira).

Um exemplo prático? Veja o caso de um produtor de leite com gado holandês em Minas Gerais, que tem 50 vacas em lactação, que produz em média 20 litros por dia por animal e que recebe cerca de R$ 2 por litro produzido. Nesse caso, são 1.000 litros/dia e um faturamento de R$ 2.000/dia. Bom ou ruim?

Pelo Simulador IILB, esse produtor está 351 litros por dia abaixo da média das fazendas mensuradas pelo Índice. Isso significa que o potencial de melhoria dessa fazenda é de 10.706 litros/mês, ou 128.225 litros/ano. Em termos de faturamento, o potencial de ganho é de R$ 21.412 por mês, ou R$ 256.230 por ano.

Você sabe quanto a sua fazenda é eficiente se comparada com outras fazendas?
Você sabe quanto a sua fazenda é eficiente se comparada com outras fazendas?

Eficiência e Produtividade de Quantos produtores sabem medir comparativamente sua propriedade? Difícil dizer, mas todos deveriam saber, pois dados como esses podem mudar a forma do produtor olhar sua propriedade e buscar eficiências e ganhos. Vários fatores influenciam os resultados de uma propriedade, mas esse tipo de informação é, no mínimo, um estímulo para a melhora. Dá a exata medida do desafio para quem quer progredir – e prosperar.

Para descobrir dados com esse grau de precisão o produtor precisa apenas inserir 5 informações básicas na plataforma: perfil do rebanho, estado onde está localizada a fazenda, número de vacas em lactação, produção média diária por animal e o preço por litro de leite que recebe no momento do teste.

Fonte: milkpoint

Sinais de Alerta na Saúde Financeira de sua Propriedade Rural

Sinais de Alerta na Saúde Financeira de sua Propriedade Rural

Sinais de Alerta na Saúde Financeira de sua Propriedade Rural

Quem já não presenciou ou ouviu falar sobre a desestruturação ou quebra de uma grande fazenda, com uma grande operação agropecuária, muitas vezes referencia na região, com um nome tradicional construído ao longo dos anos. Ou até o mesmo, ocorrendo com uma grande indústria do segmento, seja de processamento, beneficiamento ou comercialização de produtos agrícolas ou pecuários.

 Essas noticias, geralmente pegam todos de surpresa e são recebidas sempre com muita preocupação por toda a cadeia produtiva envolvida, isso se dá pois o sentimento comum é que empresas consideradas de grande porte, com sede administrativa, unidades de beneficiamento, operações financeiras expressivas inclusive com exportações, maquinários e implementos potentes, e que detém um amplo quadro de funcionários, estejam mais “blindadas” ou menos sujeitas as variações do mercado do que empresas menores. E que sua capacidade de elaborar estratégias, seja do ponto de vista de análise de riscos, capacidade de pagamento, capacidade de reinvestimento, fluxo de caixa disponível, custo de produção, entre outros sejam muito bem dimensionados.

Mas isso é um grande erro de perspectiva que ocorre diariamente em várias propriedades rurais de pequeno e médio porte também, mas que não são tão evidenciadas como quando ocorre em grandes operações, mas que da mesma forma levam produtores a terem que desfazer de suas propriedades, assumirem dividas enormes a juros exorbitantes ou quando não são necessárias medidas tão extremas levam a uma atividade que opera em prejuízo ou muitas vezes, e ainda pior, que parecem estar tendo algum lucro mas na verdade estão em um rápido processo de perda de capital e desvalorização de patrimônio.

Esse processo geralmente não ocorre da noite para o dia, o grande problema geralmente é a falsa sensação que o negócio esta em seu curso normal ou até progredindo, o aumento da área cultivada, a aquisição de uma máquina ou implemento novo, tudo isso ocorrendo ao mesmo tempo que a capacidade de pagamento diminuem, e o grau de endividamento aumenta a níveis não suportados pela produção. Essa análise desviada, ocorre muitas vezes pois a empresa consegue realizar o giro das contas fundamentais ao funcionamento do negócio como mão de obra, energia, nutrição, compra de insumos e até investimentos, mesmo com dificuldade, porém ao custo de uma inadimplência substancial de outros compromissos que não são tão primordiais no presente, aumentando as suas contas vencidas, que lhe consumirão cedo ou tarde o capital e impossibilitará um novo giro da atividade.

  1. O primeiro grande erro é a associação de que o aumento quantitativo de (área, cabeças, benfeitorias, etc) sejam diretamente proporcional a saúde financeira da empresa.
  2. O segundo erro é imaginar que o único caminho para reverter um prejuízo seja a continuidade da produção, com novos financiamentos a qualquer custo e condição.
  3. O terceiro erro é a utilização de recursos, que deveriam estar comprometidos com obrigações financeiras, para a realização de investimentos de médio ou longo prazo.
  4. O quarto erro é a mensuração do negócio pela receita bruta, principalmente para negócios que atingem um número muito alto, isso pode causar uma anestesia e sensação de que a estrutura é inabalável e os custos sempre serão abaixo das receitas.
  5. O quinto erro é a supervalorização da parte técnica à parte financeira, associada a falta de um planejamento consistente, e que seja revisado sempre que fatores significantes a seu cumprimento sejam apresentadas.

Vale Lembrar:

Empresas que extrapolam a média e conseguem performar no azul por diversos ciclos de produção, em sua grande maioria, conseguiram ao longo do tempo serem muito eficientes em estruturar, gerenciar e valorizar o seu capital financeiro, acima ou no mesmo nível de sua operação de campo. Intercalando entre momentos de agressivo investimento e conservadorismo estratégico.
A receita do negócio pode ser dar pelo aumento da quantidade produzida ou pelo maior valor pago pelo mercado da unidade produzida, porém e tão importante é: a diminuição do desperdício, maximização dos recursos de produção, decréscimo de pagamentos de juros, direcionamento estratégico da produção.

A analise de seu empreendimento deve ser realista e levar em consideração informações financeiras, mercadológicas, técnicas/produtivas, toda e qualquer tipo de interpretação que tendenciosamente ou não, levem a uma analise superficial e que demonstre apenas parte do todo pode ser altamente prejudicial a condução e longevidade de seu empreendimento.

Autor: Túlio Soares Lelis – Blue Fram

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