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E o que será do amanhã?

E o que será do amanhã?

Imagem: Freepik

O combate à pandemia que atravanca o crescimento pelos lados da oferta e da demanda conta agora com existência de vacinas, mas a multiplicação de sua produção e sua aplicação na população em geral são processos demorados. Provavelmente, apenas no final do ano uma proporção relevante terá recebido as doses recomendadas. Antes disso, não será recomendado o encerramento ou mesmo a atenuação das medidas sanitárias.

Do lado da demanda, não há como supor que não sejam tomadas medidas de mitigação da pobreza e de socorro aos lançados para fora do mercado de trabalho – como feito em 2020.

Do lado da oferta, o socorro às empresas permanece indispensável, para que se sustentem naquele nível de produção compatível com as restrições sanitárias.

De qualquer forma, desarranjos nas cadeias produtivas se repetirão, com correspondentes surtos inflacionários. Em algumas ocasiões, o agronegócio provavelmente vai ser tomado como vilão novamente.

Agrônomo escolhendo uma nova plantadora

Agrônomo escolhendo uma nova plantadora Image : Freepik

Consideradas essas questões, como contar com o controle fiscal, fundamental para abrir as comportas do crescimento sustentável? A ajuda da política monetária (juros baixos) poderá ser mantida?

Tudo indica que não nos níveis atuais. Ademais o câmbio ficará em grande parte, de novo, à mercê dos desarranjos internos, com viés de desvalorização. Atuação contracíclica tempestiva é algo difícil de imaginar.

Fonte: BARROS, Geraldo Sant’Ana de Camargo; CASTRO, Nicole Rennó. Perspectivas Macroeconômicas para o Agronegócio em 2021. Disponível em: Cepea – adaptado. Acesso em: 5 out. 2021.

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