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Galinhas entram em lockdown com surto de gripe aviária

Galinhas entram em lockdown com surto de gripe aviária

Doença, extremamente contagiosa, provoca problemas respiratórios e morte nas aves; infecções em humanos são raras, mas um caso foi registrado nos EUA no último dia 28

Galinhas orgânicas, que normalmente têm acesso ao ar livre, vêm sendo colocadas em lockdown por causa de surtos da gripe aviária nos Estados Unidos e na Europa, de acordo com produtores rurais e representantes do setor. Já surgem preocupações a respeito da percepção do consumidor sobre o produto, já que um dos principais motivos para a preferência por proteínas orgânicas é o modo como os animais são criados.

A mudança também deve ser sentida no bolso. Nos países afetados pela gripe aviária, os preços já vinham subindo devido à necessidade de eliminar as aves de granjas contaminadas. Nos Estados Unidos, mais de 19 milhões de galinhas precisaram ser sacrificadas, o que resultou na eliminação de 6% da produção total do país. Na França, que passa pelo pior surto de gripe viária da história, o cenário é ainda pior: 8% das aves em idade de produzir ovos foram eliminadas.

Os varejistas franceses foram orientados a informar os consumidores sobre o lockdown das galinhas, em vigor desde novembro do ano passado, mas nem todos estão seguindo as recomendações.

Na Espanha, as aves estão trancafiadas há quatro meses, de acordo com a Organização Interprofissional de Ovos e Derivados.

A influenza viária, causada pelo vírus H5N1, em geral leva as aves à morte em poucos dias nos casos mais graves. Em quadros menos severos, provoca infecções respiratórias e redução na produção de ovos. Como a doença é extremamente contagiosa, normalmente os animais infectados precisam ser abatidos. No Brasil, não foram registrados casos da anomalia, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Com isso, o país usufrui de um status sanitário diferenciado, o que vem elevando as exportações – em março, as vendas externas avançaram quase 6% em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando 2 bilhões de dólares, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O vírus causador da doença raramente atinge os seres humanos, embora tenha sido registrada uma infecção em uma pessoa nos Estados Unidos na última quinta, dia 28. O caso aconteceu no Colorado, segundo o Centro de Controle de Doenças e Prevenção do governo americano. A pessoa que testou positivo trabalha em uma granja e tem contato direto com as aves. O único sintoma relatado pelo paciente foi um cansaço persistente por alguns dias. De qualquer forma, o portador do vírus foi isolado e recebeu tratamento à base do remédio oseltamivir.

O H5N1 foi identificado em 34 estados americanos. O governo vem monitorando pessoas expostas ao vírus desde o final do ano passado.

Na União Europeia, a gripe aviária chegou a praticamente todos os países. As exceções são as ilhas de Malta e Chipre.

Fonte: exame.com